Martes, 04 de Agosto de 2026

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BrasilO Globo, Brasil 4 de agosto de 2026

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Nós ingênuos
Com alguma dose de ingenuidade, gostaria de votar num candidato a presidente que tivesse indiscutível padrão ético e moral, avesso ao populismo inconsequente e comprometido com o desenvolvimento continuado e a atenuação dos desequilíbrios sociais, priorizando uma revolução na educação. Com a mesma dose de ingenuidade, esperaria que o país desse certo.
Helio Hermeto
Rio
‘Eu sou uma ideia’
No seu artigo de 2 de agosto, Merval Pereira prevê que, no pós-Lula, "o PT pode continuar existindo, mas não terá importância política". E, para sustentar sua opinião, cita os exemplos de PTB e PDT, de Brizola, e o do PSDB, de FH.
Com todo o respeito ao colunista, quero lembrá-lo do que disse Lula ao ser preso por seus algozes: "Eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia".
RICARDO THOMÉ
Rio
O corpo é que paga
A sabedoria dos avós, de certas frases no dia a dia e repetidas pelos pais, é um acervo pessoal de cada um de nós, que volta e meia volta com clareza cristalina. A frase de que lembrei hoje foi : "quando a cabeça não pensa, o corpo padece". Hoje podemos até sofisticar e chamar de somatizações. E podemos também fazer certas inferências. A família do ex não é lá um primor de delicadeza relacional. Não faz muito tempo, o filho invectivava contra o pai chamando-o de várias coisas, incluindo palavrões! É indelicado e profundamente constrangedor ouvir filho atacar o pai verbalmente, e este retrucar da mesma forma! A madrasta e o enteado candidato se xingam em público, choram lágrimas de crocodilo e não enganam ninguém. Essas feridas verbais parecem apontar para um cenário familiar emocionalmente abalado. O ex está preso em casa por causa de suas mazelas e soluços. E eis que a madrasta está no hospital com cefaleia insuportável...
Maria Inês Escosteguy Carneiro
Rio
Matemática durona
Economistas vêm alertando há meses para o crescimento da dívida e para a necessidade de um ajuste fiscal. O próprio Sardenberg recorda o que aconteceu no governo Dilma: gastos crescentes, perda de confiança, inflação elevada e recessão. A história não se repete automaticamente ainda, mas ignorar seus alertas nunca foi uma boa estratégia. Em campanha, é mais fácil prometer benefícios do que explicar de onde virá o dinheiro. A matemática, porém, não faz concessões. Ela apenas apresenta o resultado das escolhas feitas ao longo do tempo. Se ninguém quiser discutir o ajuste hoje, a realidade acabará impondo essa conversa amanhã.
Izabel Avallone
São Paulo, SP
Voltem, meus bens
O GLOBO deste domingo abordou a saúde das estatais, dados do relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI), e a gravidade da crise financeira e risco fiscal. Privatizar ou liquidar nem sempre é a solução. Estatais com funções sociais, de fiscalização e de controle não podem ser extintas. Várias estatais foram privatizadas no Brasil ao longo dos anos. Serviços de água, energia elétrica, saneamento, saúde, trem urbano, metrô, educação foram privatizados. Os custos são os mais altos do mundo e com péssima qualidade. Muitos países ofertam serviços básicos estatais com excelente qualidade, e alguns sem custos para a sociedade. Os problemas das estatais são: uso político, falta de gestão, cabide de empregos, corrupção e desvios de verbas e de finalidade. Se a única causa fosse a estatização, empresas privadas não teriam crises financeiras e não iriam falência.
Arnaldo dos Santos Silva Jr.
Rio
Sonho paraguaio
O êxodo de cubanos ou venezuelanos e a recente migração de marroquinos para Ceuta são eventos costumeiramente explicados como evidência de condições insuficientes no país de origem. Mas o número de brasileiros vivendo no exterior não fica muito atrás. Quando eclodiu a guerra no Oriente Médio, por exemplo, o governo federal teve que fretar aeronaves para repatriar milhares, dentre os quais havia famílias há anos radicadas em Israel e até na Palestina. Já em Portugal, o contingente expressivo de brasileiros que se mudaram para lá chegou a motivar propostas de legislação mais restritiva. Nos EUA, milhares foram alvo da política do ICE e forçados a retornar em aviões de deportados. A quantidade de concidadãos nossos vivendo no exterior chegou mesmo a motivar que o Itamaraty recomendasse aos consulados, por razões orçamentárias, a suspensão da renovação de passaportes para atualização de dados. E o Paraguai " cujo adjetivo pátrio já foi sinônimo de time perdedor " desponta agora como destino cobiçado por brasileiros em busca de melhores condições de trabalho e negócios. Qual seria a explicação nesse caso?
Patricia Porto da Silva
Rio
Arma motorizada
Muitos crimes de trânsito, infelizmente, no Brasil, ainda são ditos como "acidentes", devido às leis serem fracas e deixarem a desejar do ponto de vista do anseio da população, que é por justiça contra quem usa o veículo literalmente como arma. Para irresponsabilidades no uso de veículos deve haver punição rígida e eficaz, afim de diminuir o número de mortes e garantir o mínimo de justiça às vítimas e a seus familiares.
Célio Borba
Curitiba, PR
Que coisa feia...
Disfarçada na boa escrita, a crônica de Joaquim Ferreira dos Santos desta segunda-feira ("Quem pula no pula-pula do Leblon?’) é uma homenagem ao mau humor. Quem pula no pula-pula do Leblon? Dezenas " talvez centenas " de crianças, que lá se divertem como se não houvesse amanhã (e, em termos de pula-pula, não há mesmo, porque a orla só fica fechada aos domingos). Se "uma criança aos pulos é uma das imagens mais bonitas produzidas pela passagem catastrófica do homem pela Terra", como o próprio autor reconhece, e se há espaço suficiente para andar tranquilamente na orla com ou sem os pula-pulas (e, de fato, há, porque eles ocupam apenas um terço da largura da via), deixe de ser chato, Joaquim.
Tanta coisa séria para você implicar, e você vem protestar contra os pula-pulas das crianças? Que coisa feia…
Otávio Augusto de Castro Bravo
São Paulo, SP
Maria fiel
Descobri no GLOBO desta segunda-feira que há outros leitores que aplaudem o jornal impresso. Realmente delicioso. Há colunistas que poderiam escrever mais. Nada como o pensamento inteligente de um Gabeira, de uma Martha Batalha, de uma Cora, de um Nelsinho Motta e por aí vai. Parabéns e minha fidelidade.
Maria José Machado
Rio
Stephanie atende
A médica Stephanie Rizk presta a nós, leitores do GLOBO, um excelente serviço de utilidade pública. Sua linguagem concisa e didática consegue elucidar dúvidas médicas nem sempre simples para o público leigo. Parabéns!
Hiketi Shamata
São Paulo, SP
Não são lixo
A carta da leitora Izaura Alice (3 de agosto) levanta questão sobre moradores de rua no Rio. É impressionante como tanta gente trata isso como se fosse problema para a Comlurb resolver. Eles sujam as ruas, enfeiam os arredores dos seus prédios, não têm educação. Falam que pagam IPTU. Que eles desmerecem o bairro e influenciam no valor dos seus imóveis. Parece que não se trata de gente. Há prédios que fazem circulares pedindo para que não os alimentem, não lhes deem dinheiro, não lhes deem roupas ou cobertores. Lixo. Não há um mínimo de empatia. E, no entanto, são gente como a gente. Seres humanos infelizes, que por diferentes razões estão reduzidos a moradores de rua.
No tempo do governo Carlos Lacerda, sua secretária Sandra Cavalcante juntava essa "gente" e mandava jogar no Rio da Guarda. Nos últimos tempos ,o nível de intolerância tem chegado a extremos inimagináveis.
Gail Fajardo
Rio
Mais uma rendição?
Fica cada vez mais difícil acreditar que algum governante consiga resolver as faltas de educação, respeito e civilidade de algumas pessoas. Mesmo sabendo da proibição de música na areia da praia, neste domingo, em Copacabana, proliferaram as enormes caixas de som, tão grandes quanto o baixo nível de seus donos, aos berros, fazendo apologia às drogas e exaltando a pornografia da forma mais explícita possível. Até quando teremos que conviver ao lado disso? Será que vamos ter que nos render a mais essa incapacidade do poder público de fazer valer a lei?
Cláudio Lacerda
Rio
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