Sábado, 08 de Agosto de 2026

Anp decide revogar autorização da refit após suspensão de cnpj

BrasilO Globo, Brasil 8 de agosto de 2026

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a autorização ...

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a autorização de funcionamento da Refinaria de Manguinhos (Refit). A decisão foi tomada pela diretoria após a Receita Federal suspender o CNPJ da empresa.
Segundo a ANP, a manutenção de um CNPJ regular é um dos requisitos para a obtenção e a manutenção da autorização de funcionamento de refinarias.
A medida foi adotada após a tramitação de processo administrativo de revogação. Segundo a ANP, a empresa teve garantidos o direito ao contraditório e à ampla defesa. Procurada, a Refit não comentou o assunto.
Em petição protocolada na quarta-feira, na 5ª Vara Empresarial da Justiça do Rio, o governo estadual pediu que a recuperação judicial do Grupo Manguinhos, controlador da Refinaria de Manguinhos (Refit), seja convertida em falência. O argumento do estado é que a empresa perdeu viabilidade econômica e deixou de cumprir exigências básicas para seguir no processo, enquanto acumula um passivo tributário superior a R$ 25,7 bilhões.
O pedido, apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), é baseado em relatórios que mostram queda contínua nas atividades. Segundo o Palácio Guanabara, após faturar mais de R$ 1 bilhão por mês em 2025, a empresa apresentou redução acentuada nas receitas até chegar a um resultado financeiro perto de zero no início do ano.
A Refit foi alvo, em novembro de 2025, da Operação Poço de Lobato, uma megaoperação da Receita Federal e dos Ministérios Públicos de cinco estados para investigar um suposto esquema de fraude fiscal no setor de combustíveis. Na ocasião, foram expedidos 126 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas ligadas ao grupo e outras companhias do setor.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, as investigações apontavam para um esquema de fraude fiscal estruturada que teria gerado mais de R$ 26 bilhões em débitos inscritos em dívida ativa. Os alvos eram suspeitos de envolvimento em crimes contra a ordem econômica e tributária, lavagem de dinheiro e outras infrações. (Bruno Rosa)
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