Miércoles, 12 de Agosto de 2026

Chatbots vão exibir marca em textos que foram criados por ia

BrasilO Globo, Brasil 12 de agosto de 2026

Empresas donas de modelos de inteligência artificial (IA) terão de se adaptar à nova ...

Empresas donas de modelos de inteligência artificial (IA) terão de se adaptar à nova legislação da União Europeia (UE), a AI Act (Lei da IA), que obriga as gigantes de tecnologia a criarem mecanismos para que o público consiga identificar que determinado conteúdo foi gerado por uma IA. Entre as empresas que assinaram o código de transparência europeu estão a Anthropic, dona do Claude, a OpenAI, do ChatGPT, o Google, dono do Gemini, a Microsoft, que tem o Copilot, além de Meta e Mistral. A exceção até agora foi o Grok, da xAI, de Elon Musk, que não aparece como signatária. Apesar de a mudança de procedimento atender a uma legislação da UE, a tendência é que seja adotada globalmente, de acordo com termos divulgados por Claude e ChatGPT.
"A marcação será aplicada às saídas dos modelos compatíveis onde quer que o Claude seja oferecido, em todo o mundo", diz trecho do documento da Anthropic.
A empresa anunciou que vai ativar uma marcação de conteúdo em textos gerados por IA. "Os textos gerados conterão marcas d’água incorporadas, e os arquivos gerados incluirão metadados de proveniência assinados digitalmente quando houver suporte para isso". Os metadados funcionam como uma espécie de DNA de documentos, informando data de criação, formato, tamanho e origem.
A aplicação das marcas só será realizada nos modelos lançados após 2 de agosto. Para plataformas anteriores, será necessário um período de ajuste. A Anthropic não informou uma data para que elas ocorram.
A dona do Claude disse que vai oferecer, em breve, uma cartilha para os usuários conseguirem detectar as digitais da ferramenta nos conteúdos, como determina a legislação da UE.
A marca d’água é imperceptível, mas vai acompanhar o texto quando ele for copiado e colado em qualquer outro lugar, podendo se manter apesar de edições realizadas posteriormente.
Nos termos e condições da OpenAI, a dona do ChatGPT afirma que "adota uma abordagem em camadas que combina padrões, marcas d’água e ferramentas de verificação" em seus conteúdos.
Em seu comunicado, a OpenAI afirmou que trabalha "para ampliar as medidas de procedência nos sistemas em diferentes modalidades, incluindo texto, à medida que os padrões e as ferramentas amadurecem". A inserção de "digitais" em criações pela IA no formato de áudio também está sendo desenvolvida pela dona do ChatGPT.
O chatbot da OpenAI fornece uma página para verificar a proveniência de conteúdos suspeitos. Ainda assim, a empresa informa que "sinais podem ser removidos ou não resistir a edições ou alterações de plataforma". (Com Paulo Renato Nepomuceno)
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