Jueves, 13 de Agosto de 2026

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BrasilO Globo, Brasil 12 de agosto de 2026

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Conta, formiguinha
Na edição desta terça-feira,
O GLOBO publica uma foto extraída do celular do senador investigado Weverton Rocha (PDT-MA) em que estão ele
e outros políticos do nosso Congresso reunidos alegremente comemorando "algo". Infelizmente, não estavam no Congresso comemorando alguma decisão favorável ao povo brasileiro. Encontravam-se todos com sorriso largo estampado no rosto, brindando e erguendo seus copos na piscina do rancho do advogado Willer Tomaz. Gostaria de ser uma formiguinha para saber o motivo dessa comemoração no rancho do advogado ligado a empresas investigadas no suposto esquema de lavagem de dinheiro proveniente
de fraudes no INSS.
Milton Monçores Velloso
Rio
Bode Michelle
Não importa o que ex-primeira-dama Michelle
agora fizer ou deixar de fazer
se Flávio Bolsonaro perder
as eleições: o fracasso será creditado inteiramente a ela.
No bolsonarismo de raiz,
o machismo é exacerbado e eivado de misoginia. De ser bode expiatório, Michelle não escapa.
MARIÚZA PERALVA
Niterói, RJ
Livre achatamento
A proposta de Zema (11 de agosto) de que reajustes salariais deveriam ser por livre negociação faz lembrar que, no final de 1979, o então ministro Delfim Netto definiu (Decreto-Lei 2.065) que o reajuste salarial pleno pela inflação só seria feito até três salários mínimos e, para valores superiores, seria escalonado. Claro que não funcionou e ocorreu um achatamento salarial brutal.
O objetivo era controlar a inflação, o que obviamente não ocorreu. Cabe lembrar que, entre 1964 e 1985, o poder
de compra do salário
mínimo caiu cerca de 50% (informação da IA do Google), graças ao que Zema chama
de livre negociação.
Sobre o programa "Sócios
do Brasil", que faria uma aplicação de R$ 1 mil em fundo de ações para cada brasileiro ao nascer para resgate aos 18 anos de idade, só faltou dizer que esse fundo de ações seria administrado pela Zema Financeira.
André Lion
Rio
FAB Airlines
A Santa Sé confirmou nesta semana que, no mês que vem, o Papa Leão XIV e sua delegação, composta por cardeais e incluindo jornalistas, utilizarão voos especiais da Air France durante sua viagem apostólica à França. Em novembro, o Pontífice deverá recorrer à ITA Airways, sucessora da Alitalia, em sua visita à América do Sul. Abaixo da Linha do Equador, agentes públicos com poderes quase celestiais insistem em requisitar aeronaves da FAB, numa metafórica alusão à Loba Capitolina, cujas tetas alimentaram Rômulo e Remo. A diferença é que, em Pindorama, a loba é o Erário, e uma legião de famintos está sempre
à espera de suas tetas.
André Feijó
Rio
Que mais sabe fazer?
O corrupto já pagou pelos crimes cometidos. Pergunta que não quer calar: está
livre para cometer outros?
Nila Maria do Carmo Siqueira
Rio
Nome do mocinho
Uma coincidência a coluna
do Merval Pereira ("Reação
à altura", 11 de agosto) em contraponto com o editorial sobre a desembargadora que aliviou as faculdades fajutas
de Medicina. Pena que só os bandidos foram nomeados,
o mocinho da história, que mandou às favas uma dezena de togados notórios e, ainda
por cima, sapecou um zero
no empistolado canastrão, foi esquecido. Gilberto Bercovici
é seu nome, professor titular
de Direito Econômico da USP.
Mauricio José Marchevsky
Rio
Ao lado do Enamed
Uma desembargadora do TRF-1 suspendeu punições feitas
pelo MEC a cursos de Medicina reprovados no Enamed. Lastimável. Inaceitável. Médicos mal formados são
um perigo para a saúde da população. Perigo de vida ou morte. Conheço o problema, por experiência própria. Várias vezes precisei intervir em ações de médicos que erradamente assistiram a pós-operatório de um dos meus filhos. Mesmo sendo leiga, foi possível rastrear os erros. Aconteceram várias vezes. Em hospital particular, na capital carioca. O Enamed deve ser respeitado e valorizado.
Eliana Vianna
Rio
Formação médica
Em editorial (11 de agosto), O GLOBO abordou a qualidade da formação médica. A Associação Brasileira de Mantenedoras
de Ensino Superior (ABMES) compartilha dessa preocupação, mas defende que o Enamed seja aplicado com processos regulatórios claros, metodologia transparente e regras previamente conhecidas.
A decisão judicial que suspendeu temporariamente as sanções aplicadas pelo MEC não representa a defesa de cursos
de baixa qualidade. Ela reafirma a importância da transparência,
da previsibilidade, da legalidade e da segurança jurídica.
A ABMES defende um Enamed baseado em critérios técnicos, objetivos e transparentes.
Daniel Cavalcante, diretor jurídico da ABMES
Otávio discorda
Em sua coluna desta terça-feira ("O problema Discord"), Pedro Doria defende que o Discord não seja proibido no Brasil, sob o argumento de que a plataforma constitui "um espaço de conversas" para "milhões
se divertindo, trabalhando, explorando o mundo".
Ao fim de seu texto, diz: "ninguém manda demolir prédios depois dos crimes por negligência da equipe de portaria". É uma péssima analogia. A melhor seria: a lei obriga as autoridades públicas a cassar a licença de uma loja de roupas ou de uma padaria que permita, sem nada fazer, que ocorra exploração sexual infantil ou a venda de drogas para menores em seu interior. Nenhuma autoridade deixa de agir porque vai prejudicar os clientes da loja de roupas ou porque o pão vendido na padaria é fresquinho.
Enquanto o Discord não faz nada para impedir os vários crimes contra crianças e adolescentes que são praticados em seus servidores, a proibição de suas atividades no Brasil é justíssima. As redes sociais não são prédios de concreto aleatórios; são empresas comerciais. São geridas em função do lucro e, portanto, têm responsabilidade sobre o que se passa
em seu interior.
Otávio Bravo
São Paulo, SP
Corrida pavorosa
Só queria expressar minha concordância com a crítica ao filme "A corrida dos bichos". Fui ver pelos nomes do Rodrigo Santoro e do diretor, mas achei-o simplesmente horrível e até meio chocante pela agressividade gratuita de certas cenas. Também me desagradou a locução de Anitta, debochada demais, e a pobreza dos cenários do Rio devastado. Desisti antes do meio do filme. Pavoroso.
Desperdício de talentos.
Paulo Monnerat do Valle
Rio
Preces ouvidas
A Justiça Eleitoral barrou a candidatura de Antony Garotinho ao governo do Rio. As preces dos fluminenses foram ouvidas, e a justiça deve prevalecer. Aliás, nosso estado não merece tamanho retrocesso de possibilidades eleitorais, em que a sociedade fica em segundo plano, e os interesses individuais, em primeiro. Nós merecemos melhores opções, pois a continuidade da mesmice só nos leva ao fundo do poço.
José Roberto de Souza Aguiar
Rio
Anarquia celeste
Sobre a matéria "Voo livre " cidade tem 70 passeios de helicóptero por dia, mas falta controle rígido de normas"
(11 de agosto) cabe um veemente protesto. Primeiro: qual o critério para considerar 70 voos diários um número aceitável? Setenta aeronaves barulhentas sobre nossas cabeças já é um absurdo. Segundo: o número é inverídico. Há dias com mais de 300 sobrevoos. Essa atividade descontrolada gera poluição sonora e atmosférica, além de causar danos graves à flora e à fauna das nossas áreas de proteção ambiental. Para piorar,
a fiscalização é nula. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) citado na matéria venceu em agosto de 2025 e 90% dos seus termos simplesmente não foram cumpridos. Desde 2012 o coletivo Rio Livre de Helicópteros Sem Lei denuncia esses abusos e já se reuniu algumas vezes com a Anac e o Decea, que nada fizeram. A inércia resultou na recente tragédia com as turistas colombianas. Até quando a omissão das autoridades continuará sufocando a cidade?
Cinthia Barki
Rio
Cera derretendo
Parabéns, CBF, por implantar a Lei dos Segundos. Os momentos de cera só serão lembrados pelos momentos gravados, não veremos mais jogadores-atores se contorcendo no campo fingindo dores imaginárias, atuações como as de Neymar rolando pelo gramado até chegar do outro lado não mais ocorrerão, pois a própria torcida exigirá seu pronto restabelecimento.
Maurício Costa
Niterói, RJ
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