Justiça nega pedido do vasco pelo maracanã após veto
O Vasco teve dois reveses na Justiça ontem. Um a respeito da utilização do Maracanã na ...
O Vasco teve dois reveses na Justiça ontem. Um a respeito da utilização do Maracanã na partida contra o Vitória, pelas quartas de final da Copa do Brasil, outro sobre o pedido de empréstimo de R$ 150 milhões à Almirante S/A, empresa de Marcos Lamacchia, que tem acordo alinhado para assumir a SAF cruz-maltina.
A decisão a respeito do Maracanã foi baseada nos argumentos apresentados pela Fla-Flu Serviços S.A., empresa responsável pela administração do estádio, que apontou questões relacionadas ao prazo para solicitação do estádio e às condições do gramado.
A Vasco SAF havia entrado com uma ação após o consórcio formado por Flamengo e Fluminense vetar a realização da partida no Maracanã. O processo tramita na 3ª Vara Cível da Regional de Santa Cruz e está sob responsabilidade da juíza Talita Bretz Cardoso de Mello.
O Vasco sustentou o pedido com base no Memorando de Entendimentos firmado com os clubes, com anuência da Fla-Flu Serviços. O documento prevê que o clube pode utilizar o estádio em quatro partidas ao longo de 2026, conforme a disponibilidade e as condições operacionais. A Copa do Brasil está entre as competições contempladas, e jogos contra a dupla Fla-Flu não entram nessa contagem.
O clube também argumentou que uma eventual negativa para utilização do estádio deveria ser fundamentada em critérios técnicos e operacionais.
Na decisão, porém, a juíza acolheu os argumentos apresentados pelo consórcio. Entre os pontos considerados estão a necessidade de solicitação com antecedência, conforme previsto no contrato, e a preocupação com o estado do gramado, que poderia ser prejudicado pela realização de mais uma partida.
Em outro assunto que movimenta os bastidores do Vasco no extracampo, a juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, manteve a decisão da quinta-feira que condiciona a análise do novo financiamento de R$ 150 milhões pedido pelo Vasco à apresentação de um relatório sumário da auditoria independente. A magistrada rejeitou a possibilidade de reconsiderar a medida após recurso apresentado pelo clube.
A reportagem teve acesso ao despacho, que mostra que Chevrand fez uma série de questionamentos sobre as contas apresentadas pela SAF e a urgência alegada para a contratação do novo empréstimo. A juíza lembrou que, em julho, autorizou um DIP de R$ 40 milhões diante da previsão de falta de recursos e que, menos de um mês depois, o Vasco retornou à Justiça pedindo outros R$ 150 milhões.
Segundo a decisão, 84% da dívida emergencial que fundamenta o novo pedido corresponde a investimentos considerados atípicos.