Ministro terá reunião com representante dos eua
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, ...
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, vai se reunir com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, na segunda-feira, às 14h30, horário de Brasília. A reunião será virtual e contará com um representante do Itamaraty.
A expectativa é que a conversa retome o diálogo entre os dois países em torno do tarifaço imposto pelo governo americano aos produtos brasileiros.
As negociações estão suspensas desde 14 de julho, véspera do anúncio oficial da tarifa de 25%. Outra taxação de 12,5% foi anunciada em 23 de julho. A reaproximação ocorre após um telefonema entre o presidente Lula e Donald Trump, na última sexta-feira.
O ministro Elias Rosa disse acreditar que o tarifaço sobre os produtos brasileiros é definitivo, pelo menos até o momento. Mas ressaltou acreditar na possibilidade de ampliar a lista de exceções com a retomada das negociações:
" É óbvio que não é de se esperar que eles venham a retroagir na decisão. Não vão. Mas vamos trabalhar para que outros setores possam ser incluídos na lista de exceções.
Segundo o Mdic, 8,6 mil empresas estão sujeitas às tarifas. O levantamento aponta que 52,7% da pauta exportadora para os EUA não enfrentam sobretaxa, mas 47,3% estão sujeitos a alguma tarifa.
Para tentar reduzir o efeito do tarifaço, o governo prorrogou por um ano o prazo para empresas afetadas cumprirem as obrigações previstas no regime aduaneiro especial do drawback suspensão, um tipo de benefício fiscal. A medida provisória (MP) que permitiu a extensão do prazo foi publicada ontem e faz parte do Plano Brasil Soberano 3, lançado pelo Palácio do Planalto para apoiar os exportadores prejudicados pelas taxas de Trump.
O drawback suspensão é um regime aduaneiro que permite à empresa interromper a incidência de determinados tributos sobre a aquisição ou importação de insumos utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação. A empresa assume, em contrapartida, o compromisso de exportar os produtos dentro do prazo estabelecido no ato concessório.
É justamente o prazo para cumprir essa contrapartida que está sendo prorrogado. A medida era uma das demandas do setor produtivo. Segundo o governo, a MP não implica impacto orçamentário ou financeiro nem representa nova renúncia de receita, uma vez que os atos de concessão já haviam sido emitidos anteriormente.