Lunes, 31 de Agosto de 2026

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BrasilO Globo, Brasil 30 de agosto de 2026

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Sabatinas
Assisti com atenção às sabatinas dos candidatos a presidente na TV Globo e estou desanimada. Todos, sejam de esquerda ou de direita, me pareceram despreparados e não responderam adequadamente às perguntas dos jornalistas. O que farão para ajustar as contas públicas? Como vão melhorar a educação? Que medidas tomarão para melhorar o atendimento no SUS? Como, em parceria com os estados (e, eventualmente, com as prefeituras das grandes cidades), combaterão a violência? São muitos problemas para poucas respostas. Os brasileiros que apertem bem os cintos, porque o piloto sumiu.
Ana de Azevedo
Rio
A polarização encontrou nas sabatinas um lugar confortável para se instalar: em vez de discutir o que o candidato disse, discutimos quem venceu. Quero saber o que é fato, o que é promessa e o que é prioridade para o país. Afinal, vivemos um momento de promessas, não de resultados. Parece que a preocupação deixou de ser apresentar projetos coerentes e viáveis para se concentrar em ganhar a eleição " a qualquer custo. E, quando o eleitor entra na disputa como torcedor, oferece ao marqueteiro sua melhor arma: transformar a eleição em espetáculo e a cobrança em torcida
Luciana Lins
Campinas, SP
Pobre Brasil!
Em vão algum leitor procura uma boa notícia na primeira página do jornal. Elas são de aumentar a insatisfação que grassa na sofrida população brasileira. Famílias endividadas, grandes casas de comércio fechando as portas e deixando milhares de pessoas na rua e sem novo emprego à vista. Empresas tradicionais indo para o Paraguai para fugir dos impostos que sempre aumentam; empresas estrangeiras indo embora; Forças Armadas desarmadas; um Judiciário cheio de penduricalhos; e assim por diante… O rol poderia ir longe! E o que vemos agora? Alguma solução ou medida exequível e aceitável mencionada pelos candidatos? Nada disso. (…) Ninguém explica como vai reverter a situação fiscal, que mostra um tal arcabouço que ninguém entende, pois várias despesas não fazem parte dele.
Roberto Osório de Oliveira
Niterói
Tudo em família
Os partidos políticos são feudos familiares, políticos e religiosos. Seus donos definem as alianças, as filiações e os apoios regionais. Filiam qualquer um com potencial de voto, seja por coação nas favelas, seja por ter recursos financeiros de origem criminal. Muitos eleitores votam nos indicados pelos caciques, sem saber sobre a idoneidade ou a vida do candidato.
Arnaldo dos Santos Silva
Rio
‘Vestibular’
Com a proliferação de candidatos despreparados, que visam apenas conquistar mandatos no Legislativo e gastam o tempo da propaganda gratuita no rádio e na TV para pedir voto, o TSE deveria obrigar cada candidato a prestar uma prova de conhecimentos sobre noções de Direito, Legislação Tributária, Ética e Cidadania, assim como acontece na OAB para advogados e no Enamed para médicos!
Alberto Cavalcanti
Rio
Cota para jovens
Já que a legislação eleitoral prescreve cotas para negros e mulheres na representação partidária, seria razoável instituí-las também para a juventude. Seria um meio de incentivar a participação das novas gerações e fazer contraponto ao processo de alienação notado. A política brasileira precisa de urgente renovação, porque as lideranças atuais estão envelhecidas e suas práticas tendem, por consequência, à cristalização. A energia criativa é própria da juventude e não pode faltar ao debate dos rumos da nação. Mas que seja temperada com a experiência adquirida, tanto no exercício da prática como na convivência e no diálogo com os mais antigos.
Patricia Porto da Silva
Rio
Inadimplência
Após o segundo "Desenrola", a inadimplência das famílias subiu e bateu recorde. Pode parecer contraditório, mas o que ocorreu é perfeitamente coerente. Sem reformas estruturais consistentes, remédio em excesso se transforma em veneno.
Ademaro de Lamare Neto
Rio
Idade das Trevas
Cá estamos nós, no século XXI, com internet, vacinas e telescópios " e uma legião de fiéis que torce o nariz para tudo isso. "Deus cura", dizem, enquanto ignoram o soro. "A Terra é plana", afirmam, com a mesma convicção com que queimavam bruxas. "A ciência mente", repetem, como quem recita uma oração. Eles pregam nas redes, nos púlpitos, nos gritos de rua. Não usam mais capuzes, usam stories. Não queimam livros " apenas os deletam da mente. Não fazem guerra santa com espadas, mas com memes e hashtags. A história se repete? Claro que não. Os arautos da nova ignorância têm Wi-Fi, microfones e seguidores. É a Idade Média 2.0 , com live, patrocínio e mais alcance.
Dalton Heringer
Itaboraí, RJ
Feminicídios
Com um número alarmante de casos de feminicídio, ainda existem pessoas que afirmam que isso não passa de criação da "extrema esquerda". O Brasil registrou, em 2024, mais de 1.500 casos referentes ao tema e, segundo o DC Comics brasileiro, não existiram? A democracia permite a defesa e a discussão ampla de ideias, convergentes ou não. Entretanto, idiotices têm limites.
José Roberto Aguiar
Rio
Colonialismo
Não há palavras para descrever a submissão total da Venezuela aos Estados Unidos. Simón Bolívar, Libertador das Américas, em nome de quem foi implantada a sanguinária ditadura que já dura décadas, deve estar se remexendo no túmulo, depois dessa venda do país para conseguir ficar no poder, depois da invasão sofrida para sequestrar seu líder. Pobre povo venezuelano, que destino cruel lhe reservou sua imensa reserva de petróleo.
Carlos Fernando Motta
Teresópolis, RJ
Donald Trump anunciou o roubo de 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela por seu governo, confirmando os motivos que levaram seu governo a raptar Maduro e assaltar a riqueza venezuelana.
Paulo Sergio Arisi
Porto Alegre, RS
Amizade
Considero injustas as observações de leitores em relação ao texto em que Ruth de Aquino fala da amizade "desde que não sejam bolsonaristas". Depois do que passamos nas mãos de um bando de malfeitores, não há espaço para laços de amizade com uma quadrilha de criminosos e traidores da pátria. Ruth, quem acompanha seus textos sabe que você é uma intransigente defensora da democracia. E quem atenta contra ela não pode ser amigo seu. Nem meu. Não há "polarização". Há movimentos democráticos contra o fascismo corrupto da extrema direita. No mundo todo. Não consigo identificar a tal "polarização" como uma disputa entre dois lados, entre dois partidos. O que vejo é uma direita e uma extrema direita avançando sobre a democracia.
Michael Deveza
Rio
Eufemismos
Eduardo Affonso, na coluna de ontem (sobre eufemismos para se referir a problemas sérios do país), é cirúrgico ao selecionar as expressões na nossa língua que simulam nossa tendência coletiva de acobertar a verdade. Faz-me lembrar a expressão popular "me engana que eu gosto", incorporada ao nosso dia a dia como uma forma de mascarar nosso inconformismo com as mazelas.
Armando Curado
Rio
A coluna de Eduardo Affonso no GLOBO de ontem é uma radiografia do que somos e de como tratamos as questões tão sérias que atravancam nosso progresso, como indivíduos e como nação. Lamentável!
Sonia Linhares de Godoy
Rio
Eduardo Affonso mais uma vez acerta o diagnóstico de um dos problemas que são característicos do modo de ser e de pensar dos brasileiros. A princípio, parece ser uma simples questão de gramática. A flexão de grau que a nossa querida língua portuguesa permite fazer com os substantivos vai mesmo um pouco mais além disso. Ela já se incorporou ao nosso modo de pensar e de nos expressarmos.
Isabel Penteado
Rio
Aeroporto
Absurdo não terem flexibilizado o protocolo de emergência no Santos Dumont para que o pequeno avião que foi parar no gramado, fora da pista, na sexta-feira, pudesse ser retirado. Daria para realizar o serviço de madrugada, quando o aeroporto estivesse fechado, em vez de causar todo um transtorno e constrangimento no ir e vir dos passageiros para embarque e desembarque. Essa radicalização cabe até análise jurídica.
ANTONIO KÄMPFFE
Rio
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