Jbs e viva criam gigante de processamento de couro
A JBS e a Viva, especializada no processamento de couro, assinaram acordo para a criação ...
A JBS e a Viva, especializada no processamento de couro, assinaram acordo para a criação de joint venture (parceria), que será a maior companhia do mundo no setor de couros. O negócio foi anunciado em novembro, mas foi aprovado pelo Conselho de Administração da JBS ontem e anunciado ao mercado por fato relevante. Com isso, os irmãos Joesley e Wesley Batista expandem a atuação no segmento, que movimenta globalmente US$ 476 bilhões por ano, segundo a consultoria Mordor Intelligence, crescendo até 7% a cada 12 meses.
O acordo excluiu alguns ativos das empresas no segmento. Ficaram de fora da nova companhia as atividades e os ativos de colágeno e gelatinados dos dois sócios, assim como os ativos, estoques e atividades de couros relacionados à operação da unidade da JBS em Cactus, no Texas, EUA; os ativos da divisão de couros da JBS na Alemanha, Uruguai e México; e os ativos da Viva não utilizados atualmente na sua operação de couros.
DEPENDE DE aval do Cade
Após a conclusão da transação " que terá de ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que regula a concorrência " e do cumprimento de condições previamente acertadas entre os sócios, a JBS subscreverá 50% das ações da nova empresa por meio da contribuição de ações de sua subsidiária JBS Couros.
Do lado da Viva, seus acionistas, a Vanz Holding e a Viposa Participações, ficarão com 50% da joint venture.
A JBS Viva terá capacidade de processamento de mais de 20 milhões de unidades de couros por ano, com 31 fábricas e 11 mil colaboradores em Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã. A nova empresa atuará no processamento de peles e na comercialização do produto. Pelo acordo, a JBS fornecerá couro cru à JBS Viva e comprará aparas e raspas geradas no processamento das peças, para destinar à indústria de gelatina, colágeno e produtos correlatos.
O Brasil contabiliza vendas anuais de US$ 1,2 bilhão com a exportação de couro, atrás apenas da Itália, que movimenta US$ 2,7 bilhões. No mercado brasileiro, cerca de 40% do couro é destinado à indústria de móveis estofados.