Globo rural premia amanhã as campeãs do fazenda sustentável
A revista Globo Rural revelará amanhã as fazendas campeãs do Prêmio Fazenda Sustentável, ...
A revista Globo Rural revelará amanhã as fazendas campeãs do Prêmio Fazenda Sustentável, uma das mais tradicionais e rigorosas premiações do gênero no país. Em sua 10ª edição, a iniciativa reconhece produtores rurais que adotam práticas capazes de conciliar responsabilidade ambiental, compromisso social e eficiência econômica na gestão dos negócios agropecuários.
As 18 fazendas finalistas de 2026 mostram a diversidade e a abrangência da sustentabilidade no campo brasileiro. Distribuídas pelas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul e Nordeste, elas desenvolvem ao menos dez atividades agropecuárias diferentes. Os produtores de café são maioria entre os classificados, mas a lista também reúne propriedades dedicadas ao cultivo de cana-de-açúcar, soja, milho orgânico, além de pecuária leiteira e de corte, fruticultura e produção de aves.
136 inscritos
O processo de seleção começou em março, com recorde de participações: 136 propriedades inscritas. Desde então, as candidaturas passaram por diferentes etapas de análise, validação e avaliação, conduzidas pelos parceiros técnicos Rabobank, Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e Agrotools. Uma banca julgadora formada por sete especialistas e campeões do Prêmio em edições anteriores decidiu a classificação final, indicando as três melhores colocadas nas categorias de pequena, média e grande propriedade.
Neste ano, participaram da comissão os seguintes profissionais: Fabíola Zerbini, diretora da Conexsus; Fernanda Saturni, diretora de Sustentabilidade na LDC; Fernando Sampaio, secretário-executivo da Rede de Inteligência em Agricultura e Clima (Riac); Henrique Sloper, proprietário da Fazenda Camocim; Ludmila Rattis, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam); Monica Neves, gerente de Responsabilidade Socioambiental da Agropalma; e Rodrigo Lima, sócio-diretor da Agroicone.
Na primeira fase, foram realizadas validações primárias para identificar eventuais infrações ambientais e trabalhistas, verificar licenças de operação e conferir a regularidade do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Na segunda etapa, as propriedades passaram por análise socioambiental detalhada e foram examinados os aspectos financeiros e as certificações conquistadas.
A terceira etapa envolveu a validação das informações fornecidas pelas propriedades, realizada por técnicos de forma presencial ou remota. Ao final, a banca julgadora recebeu os relatórios das finalistas, analisou os resultados e se reuniu para definir as três vencedoras de cada categoria, distribuídas entre os portes pequeno, médio e grande.