Martes, 29 de Septiembre de 2026

Seleção chega a 15º ataque diferente na era ancelotti

BrasilO Globo, Brasil 29 de septiembre de 2026

Cobrado para fazer a seleção se impor em campo e ser mais eficiente no ataque, o técnico Carlo ...

Cobrado para fazer a seleção se impor em campo e ser mais eficiente no ataque, o técnico Carlo Ancelotti mexeu na frente para o segundo amistoso com a Austrália, às 7h (de Brasília). O setor perde um homem e volta a ser formado por um trio. Saem Endrick e Estêvão e entra apenas Rayan, que se junta a Vini Jr. e Raphinha. Uma formação inédita " o que, na verdade, não chega a ser novidade.
O ataque que começa a partida em Brisbane é o 15º diferente em 19 jogos da era Ancelotti. Apenas três formações foram usadas mais de uma vez. Um reflexo da dificuldade do técnico para encontrar um time.
Dos três ataques que se repetiram, dois contavam com quatro jogadores. Um deles era formado por Matheus Cunha, Raphinha, Gabriel Martinelli e Vini Jr. Foi usado na vitória sobre o Paraguai nas Eliminatórias, a primeira da seleção sob o comando de Ancelotti, e na derrota para a França, antes da Copa do Mundo.
No outro, Vini e Cunha tiveram a companhia de Rodrygo e Estêvão. Esta formação foi usada em três jogos: na goleada sobre a Coreia do Sul, na vitória sobre Senegal e no empate com a Tunísia.
Esses dois triunfos estão entre as melhores atuações da seleção com o italiano. Em comum, o fato de ter contado com Cunha e Rodrygo, que sabem tanto atuar mais recuados como fazer a função de falso 9. Isso amenizava um dos maiores problemas da seleção e a forma como ele afeta o ataque: a ausência do meia articulador.
A terceira formação que se repetiu foi na Copa, com Rayan, Vini e Cunha nas vitórias sobre Escócia e Japão. Só não foi utilizada no jogo seguinte, contra a Noruega, porque Lucas Paquetá se lesionou. E, de novo, a ausência de um meia afetou o ataque.
Diversos motivos levaram às 15 variações no ataque, como suspensões, lesões e a necessidade de fazer testes. Mas isso também passa pela falta de convicção em um sistema de jogo.
Hoje, além da mudança nas peças, outra novidade é a função de Raphinha, que nunca atuou como referência do ataque na seleção de Ancelotti. Mas é a forma de jogar na qual ele faz o melhor começo de temporada de sua carreira, com 14 gols em oito partidas pelo Barcelona. Do meio para trás, serão mais seis novidades. Gabriel Bontempo reforçará o meio. Na defesa e no gol, Ancelotti irá mudar tudo em relação ao primeiro amistoso. Otávio será o goleiro. Vanderson e Mauro Júnior, os laterais. E Jair e Gabriel Magalhães formam a zaga.
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