Palco da despedida de messi da seleção é símbolo da relação entre craque e argentinos
fim monumental
fim monumental
Não é por acaso que a despedida de Lionel Messi da seleção argentina, no amistoso contra Benin, em Buenos Aires, às 20h (o Sportv transmite ao vivo), será no Monumental de Núñez. Além de ser considerado a casa da seleção, o estádio do River Plate simboliza a relação do camisa 10 com o torcedor local, marcada por altos e baixos, cobranças e alegrias. E será também onde tudo termina.
Embora não seja tão associado a Messi quanto o Camp Nou, em Barcelona, nem tenha sido palco de títulos, o Monumental tem marcas que refletem sua importância. É o quarto estádio em que ele mais atuou, com 28 jogos. Fica atrás apenas daqueles que servem de casa aos clubes pelos quais jogou: o do Barça (382 partidas); o Chase Stadium, do Inter Miami (47); e o Parc des Princes, do PSG (45).
Diferentemente dos outros três palcos, no de Buenos Aires Messi nunca sentiu o amargor de uma derrota. Foram 22 vitórias e seis empates. Além disso, em nenhum outro ele balançou tanto as redes com a camisa da Argentina (19 gols).
Não foi neste estádio que Messi fez sua estreia pela seleção principal (ocorreu em Budapeste, contra a Hungria). Mas foi lá onde atuou pela primeira vez diante de sua torcida, em outubro de 2005. Saiu de campo sem balançar as redes " seu gol número 1 no local sairia três anos depois, contra o Uruguai. Mas sofreu o pênalti convertido por Riquelme na vitória sobre o Peru.
Com 18 anos na ocasião, Messi ainda era uma promessa e não usava a camisa 10 da seleção. Mas foi neste mesmo campo que, quatro anos depois, a usou pela primeira vez. Foi diante da Venezuela, em 2009, na estreia oficial de Diego Maradona como treinador.
Simbolismo maior que este, impossível. Um ídolo passando a 10 com a qual se consagrou para aquele que, no futuro, viria a ser seu sucessor. Mas, depois disso acontecer, o Monumental ainda reservaria momentos de provação para Messi.
Isso porque nem só de alegrias foi feita a relação do craque com o estádio. Questionado e cobrado pelo torcedor argentino até a conquista da primeira taça com a seleção, o camisa 10 também ouviu vaias onde, hoje, certamente só receberá carinho. Foi no empate com a Bolívia, em 2011, diante de uma arquibancada semivazia " reflexo da campanha ruim na Copa América sediada pelo próprio país meses antes.
Se não foi palco de nenhuma conquista da era Messi, o Monumental recebeu comemorações com a torcida. No primeiro jogo no país após o título da Copa América de 2021, o camisa 10 marcou três vezes sobre a Bolívia, fazendo seu primeiro hat-trick no estádio. O segundo, três anos depois, foi sobre o mesmo adversário e também no reencontro com o torcedor após o bi da competição continental.
Ingressos esgotados
Em 2023, a celebração em casa pela conquista da Copa do Catar também teve gol de Messi. Ao marcar sobre o Panamá, fez o 800º de sua carreira (a conta hoje chega a 931).
O amistoso desta noite também promete muita celebração. Só que, agora, pela própria história de Messi na seleção. Os mais de 80 mil ingressos disponibilizados foram vendidos em menos de duas horas. Para quem ficou fora, foi organizada uma fan fest, com entradas a partir de R$ 102, show e transmissão da partida.
O atacante, que não participou dos outros dois amistosos da Argentina nesta Data Fifa (goleadas sobre Bolívia e Burkina Faso), viajou para Buenos Aires especialmente para sua despedida. Ele atuará ao lado de grande parte do elenco campeão mundial em 2022. Segundo a imprensa local, estão confirmados nomes como Dibu Martínez, Otamendi, De Paul, Enzo Fernández, Mac Allister e Lautaro Martínez.
Messi usará uma camisa especial. Inspirada na bandeira argentina, com o Sol de Maio na faixa central e detalhes em dourado, ela tem o logotipo do atacante estampado no lugar da marca da fornecedora de material esportivo, além de mensagens comemorativas.
Em meio a esta festa, estão os jogadores de Benin. Visto fazendo compras na capital argentina antes do jogo, o zagueiro Mohamed Tijani não está nem um pouco preocupado em enfrentar o homenageado da noite.
" Não tem que marcá-lo. Não temos um plano especial para Messi. É desfrutar do jogo, e nada mais.
Já o goleiro Marcel Dandjinou parece estar mais focado no jogo. Ele não quer ficar marcado como quem sofreu o último gol de Messi pela Argentina.
" Estamos aqui para celebrar Messi, mas ninguém nos disse que temos que lhe presentear com um gol.