A aposta da blablacar na integração entre carona e ônibus
Startup francesa que popularizou as caronas via aplicativo, a BlaBlaCar se transformou em ...
Startup francesa que popularizou as caronas via aplicativo, a BlaBlaCar se transformou em um marketplace de passagens de ônibus das viações regulares. É um modelo que tem sido cada vez mais adotado pelas startups que tentam inovar no transporte rodoviário, mas enfrentam fortes resistências regulatórias e disputas nos tribunais, como Buser e Flixbus.
Hoje, apenas 34% das passagens de ônibus são feitas por meio de plataformas digitais, com a Clickbus " do grupo JCA (dono das viações 1001 e Cometa) " na liderança. Todas essas plataformas estão de olho nos 66% que ainda não se digitalizaram em um mercado que movimenta R$ 20 bilhões ao ano.
Com uma base de 18 milhões de usuários cadastrados desde que chegou ao país, há 9 anos, a BlaBlaCar tem conseguido atrair esse usuário para os ônibus, garantindo assim uma forma de monetização. Levantamento da BlaBlaCar revelou que 60% dos clientes que compraram passagens pela plataforma eram "caroneiros".
A plataforma conecta "caroneiros" a motoristas interessados em compartilhar custos específicos da viagem (combustível e pedágio), sem visar lucro. A regulação nacional não permite que motoristas particulares cobrem por viagens. A violação dessas regras resulta no bloqueio do usuário.
Tatiana Mattos (foto), diretora da BlaBlaCar Brasil, diz que o usuário de carona recorre ao modal por falta de cobertura de ônibus.
Ela não abre números de viagens de carona e ônibus intermediadas pela plataforma, mas diz que as primeiras devem crescer 33% este ano, enquanto as viagens de ônibus devem aumentar 206%.
Segundo estimativa de mercado, a BlaBlaCar movimenta quase R$ 300 milhões brutos com a venda de passagens de ônibus, algo como 3% a 5% das vendas digitais. Mas o potencial de crescimento tem feito a matriz dobrar a aposta no Brasil. A empresa aumentou a verba de marketing para o mercado local em 50% nos últimos dois anos e prevê incremento de 70% em 2025.