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BrasilO Globo, Brasil 21 de noviembre de 2023

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As cartas, contendo telefone e endereço do autor, devem ser dirigidas à seção Leitores. O GLOBO, Rua Marquês de Pombal 25, CEP 20.230-240. Pelo fax, 2534-5535 ou pelo e-mail cartas@oglobo.com.br
Eleição de Milei
Da profunda admiração que tenho pelo povo argentino, sobressai sempre uma ponta de alguma inveja. Afinal, trata-se de um país alfabetizado desde o século XIX, com cinco prêmios Nobel, dois Oscars, excelentes vinhos e asados, o melhor cinema do mundo, um dos melhores músicos eruditos da atualidade (Daniel Barenboim), o melhor futebolista (Messi).
De quebra, são campeões mundiais e ainda tem o Papa Francisco. Contudo, agora escorregaram feio ao conduzir à sua presidência um completo desmiolado, com uma vida pessoal estranha e nenhuma contribuição passada àquela exuberante sociedade. (...)
Os argentinos agora vão sentir na pele a decepção que já sofremos, ao passar um cheque em branco para um presidente inexperiente e completamente desqualificado para o cargo.
João A. Freitas
Rio
O novo presidente da Argentina não deverá resolver nenhum dos graves problemas que o país enfrenta. Propostas como acabar com o Banco Central e dolarizar a economia não se sustentam no mundo real. A destruição que Javier Milei propõe vai afetar as poucas áreas onde o país vai bem: o novo presidente pretende extinguir o Ministério da Cultura e acabar com a agência do audiovisual. O cinema argentino, um dos melhores da América Latina, deverá deixar de existir sem o apoio desses órgãos. Lamentável.
Mário Barilá Filho
São Paulo, SP
A surpreendente eleição do exótico Javier Milei é um sinal inequívoco que as pessoas estão cansadas dos políticos tradicionais, exaustas de mentiras e promessas dos que fazem de tudo para se perpetuarem no poder. Se Milei será um bom ou mau gestor, só o tempo dirá. Em um mundo carente de lideranças, os argentinos mostraram que apostam no desconhecido, e preferiram mudar. Como diz a canção "Não chores por mim, Argentina", de Andrew Lloyd Weber: "Não vai ser fácil tentar provar/ Que depois de fazer o que fiz/ O que importa para mim é ganhar o teu amor..
Já dá para escutar a voz da Argentina/ Todo esse amor
é por nós! Governar é mais
do que entreter o povo.
Vamos ver, meu senhor".
Luiz Thadeu Nunes e Silva
Maranhão
Repete-se na Argentina o fenômeno ocorrido aqui em 2018: o nojo da maioria da sociedade pela esquerda, a ponto de qualquer novidade
ser suficiente para derrotá-la. Todos têm a esperança de acertar na loteria política, o que não querem mais é se conformar.
Wilton Ribeiro Gomes
Maricá, RJ
Frase de um autor que desconheço: "Parceria comercial é escolha e vizinho é destino". Os dois casos se enquadram perfeitamente na Argentina no que tange ao Brasil. Ela representa a terceira nação com transações comerciais com o Brasil, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Embora as declarações bombásticas do presidente eleito Javier Milei sejam ofensas inaceitáveis entre chefes de governo, no frigir dos ovos não pode haver dúvidas que o pragmatismo, entre os dois mais importantes países do Cone Sul, vai prevalecer.
É evidente que o Brasil precisa da Argentina para que estejam afinados em várias pautas, como o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Mas o senhor Milei deve se lembrar que o seu país precisa muito mais do apoio do Brasil.
Hilton Ferreira Magalhães
Rio
Que Javier Milei não vai
poder bancar o papel de anarcocapitalista com a caneta na mão, todo mundo sabe. Porém, o quanto ele vai se afastar desse personagem rebelde é que vai determinar
o sucesso (e a duração)
de seu governo. Se apostar
no populismo heterodoxo
e performático, o governo
do ex-professor de kama sutra não vai durar seis meses.
Já o escaldado eleitor argentino, com seu ousado voto, decretou: pior não pode ficar. Milei não foi o voto da esperança, mas do desespero.
Flavius Figueiredo
Barra do Piraí, RJ
Depois de 20 anos no poder, a esquerda argentina não encontrou caminhos que pudessem livrar sua economia do atoleiro e, com isso, cansados de se sentirem enganados, partiram para a radicalização, escolhendo o outsider Javier Milei. Desejo boa sorte a eles, torcendo para que o dito popular "cão que ladra não morde" se aplique a Milei. Que faça um bom governo e dê continuidade à parceria comercial com o Brasil,
pois tanto lá como cá precisamos um do outro.
Hilto Santos
Niterói, RJ
Nada muda
No livro "O Leopardo", de Lampedusa, a famosa frase
do sobrinho do príncipe "se quisermos que tudo continue como está, é preciso que tudo mude" explica bem as atuais "conquistas" na questão racial: milhares de pretos na universidade e algumas dezenas de protagonistas no teatro, cinema e televisão encobrem uma população de pretos condenados pela desigualdade de remuneração. Enquanto considerarmos natural que uns ganhem tostões e outros milhões, como se um ser humano pudesse ser imensamente melhor que outro, com raras exceções, filho de pobre será pobre e filho de escravo será escravo.
Flavio Franklin de Azevedo
Rio
Tragédias
A imagem e o texto de capa, sintetizada no título "Tempestade perfeita" (primeira página de 20/11), representam um soco no estômago dos cariocas, que amam a sua cidade. Com a palavra suas excelências, que, com seu descaso e incompetência, insistem em alimentar as nuvens cinzentas que não conseguem se afastar
de nosso céu.
Sarita Schaffel
Rio
A morte do jovem a facadas na praia de Copacabana nos traz sentimento de repulsa e a indagação que se repete: até quando? Com uma legislação penal arcaica, somada ao fato de que a ressocialização não está funcionando, resta ao Judiciário zelar pelo cidadão. (...) Se na audiência de custódia que libertou o assassino do rapaz o juiz tivesse examinado com cuidado a folha penal dele teria visto as dezenas de delitos a que responde e que deveria ser mantido preso. Será que ele será liberado na próxima audiência de custódia, pois não houve flagrante? Afinal, para que serve o artigo 312 do Código Penal?
Paulo Melo
Rio
Mundo no hospital
Lendo a coluna do querido Fernando Gabeira (20/11), sempre tão forte nas suas delicadas palavras, me vem à cabeça uma imagem: o mundo está internado num imenso hospital. Nele há pacientes e impacientes. Acomodados e incomodados. Um entra-e-sai que nenhum filme de ficção científica conseguiria mostrar. (...) Quase não há anestesia para as dores físicas. E nenhuma para as dores da alma. Há sempre uma fila de espera. De bebês que querem respirar, de corpos a serem sepultados. Do lado de fora também há longas filas, para cantar junto e trocar pulseirinhas. Rondando por perto, a sede, a ganância, a desorganização, a falta de empatia e, mais uma vez, a ausência de compaixão. Só nos resta confiar que as crianças e jovens consigam erguer suas frágeis mãos, pedindo por longas pausas humanitárias, capazes de resistir até a novos falsos líderes, que não param de surgir e ressurgir das cinzas. Apenas um grito silencioso, que se traduz na palavra PAZ.
Isabel Penteado
Rio
Partidos pequenos
Absurdo total o presidente da Câmara, Arthur Lira, restringir o acesso de partidos pequenos ao Supremo Tribunal Federal ("Poder dos pequenos", 20/11), exigindo 20% de apoio do Congresso Nacional para ingressar com ADIs
(ações diretas de inconstitucionalidades) junto ao STF. Este mesmo presidente da Câmara, eleito deputado federal com 219 mil votos, se arvora com poder para emparedar o Presidente da República, eleito com mais de 59 milhões de votos. Lira, sistematicamente, exige cargos e verbas para votar projetos de interesse da nação. Partidos políticos pequenos teriam seus direitos cerceados pelo Congresso Nacional. Não seria o caso deste mesmo Congresso colocar barreiras limitando os poderes do presidente da Câmara em pautar matérias que ferem princípios democráticos , regidos pela Constituição Brasileira? Desta forma, partidos pequenos não ingressariam com ações desnecessárias.
Paulo Ferreira Carvalho
Rio
Energia
Em relação à falta de energia em algumas comunidades, é mais fácil e conveniente às instituições do estado responderem com multas e prazos para as distribuidoras do que organizarem uma força-tarefa para combater os gatos, que chegam a 85 % da energia fornecida nestes lugares e sobrecarregam a rede. Quem paga a conta dos furtos é a população formal, muitos com renda tão baixa quanto nas comunidades,
que se aperta para
economizar energia.
Maria Clara Motta
Rio
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