Lunes, 16 de Febrero de 2026

Israel aprova registro de terras da cisjordânia ocupada

BrasilO Globo, Brasil 16 de febrero de 2026

O governo de Israel aprovou ontem uma proposta para registrar como "propriedade do Estado" ...

O governo de Israel aprovou ontem uma proposta para registrar como "propriedade do Estado" partes da Cisjordânia, território palestino ocupado que enfrenta a expansão de assentamentos judaicos " ilegais pelas leis internacionais " e a repressão contra a população local pelas forças de segurança e colonos. A medida, inédita desde a ocupação do território palestino em 1967, foi caracterizada pelos palestinos como "anexação de facto".
O Ministério das Relações Exteriores de Israel defendeu a decisão como uma "medida administrativa" que "organizará" o registro de terras. Mas ministros do governo deixaram claro que a intenção era consolidar o controle de Israel sobre o território.
" Estamos dando continuidade à revolução dos assentamentos para controlar todas as nossas terras " disse o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.
O novo mecanismo será aplicado à chamada Área C da Cisjordânia, que corresponde a cerca de 60% do território e abriga uma população estimada entre 180 mil e 300 mil palestinos, além de uma população de colonos de pelo menos 325,5 mil pessoas, segundo o grupo israelense de direitos humanos B'Tselem. Segundo a rede catari al-Jazeera, a medida ordena ao Exército israelense registrar 15% dessa área até 2030.
"O processo exige que donos de terras comprovem a propriedade de maneiras praticamente impossíveis para a maioria dos palestinos; caso não consigam, a terra será automaticamente registrada como propriedade do Estado", afirmou o grupo Paz Agora.
Imposição ilegal
Há uma semana, o Gabinete de Segurança do país aprovou uma medida para facilitar a compra de terras palestinas para a construção de assentamentos. Oito países de maioria muçulmana " incluindo Arábia Saudita, Catar, Paquistão e Egito " condenaram conjuntamente o que descreveram como uma imposição ilegal da soberania israelense.
Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ontem que os membros de seu recém-criado Conselho da Paz se comprometeram a destinar mais de US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões) para a reconstrução da Faixa de Gaza e também a enviar "milhares de pessoas para a Força Internacional de Estabilização e a polícia local para manter a segurança e a paz" no enclave palestino.
Em postagem na rede social Truth Social, Trump não detalhou quais países fazem parte do Conselho de Paz, ou como os recursos serão distribuídos. Após uma reunião inicial no âmbito do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em janeiro, o conselho se reunirá na próxima quinta na capital americana.
Também ontem, a Defesa Civil de Gaza afirmou que 12 pessoas foram mortas por ataques israelenses. Apesar de uma trégua mediada pelos EUA, Israel e o grupo Hamas seguem se acusando mutuamente de violar o acordo.
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