Na saúde, um reajuste esperado frustra setor
O governo federal decidiu reajustar, após quase três anos, o valor pago a clínicas ...
O governo federal decidiu reajustar, após quase três anos, o valor pago a clínicas privadas por sessões de hemodiálise no país. A nova cifra, porém, veio um quarto abaixo do valor de equilíbrio estimado pelo setor, frustrando um mercado que reclama há anos da relação com o Sistema Único de Saúde (SUS) " de longe, seu maior cliente, pagando mais de R$ 7 bilhões por 89% das sessões realizadas anualmente no Brasil.
Em evento com representantes do setor, o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, comunicou que o valor subiria de quase R$ 241 para mais de R$ 277, disseram interlocutores à coluna. A maior parte do reajuste será em crédito para compensação tributária. O setor vinha pressionando por cifra de, no mínimo, R$ 343 para cobrir os custos.
O preço não mudava desde 2023, ano em que alguns dos maiores grupos do setor chegaram a ameaçar deixar de atender pacientes do SUS caso o repasse não aumentasse.
O reajuste chega em momento especialmente agitado para o mercado de diálise no Brasil, com a entrada de novos operadores estrangeiros.
Novo modelo no varejo
Uma das metas da Electrolux no ano em que completa cem anos de Brasil é acelerar o modelo que transforma assistências técnicas em canal de venda direta e consultoria de pós-vendas. O objetivo é aumentar de 41 para 75 o número de flagships, que reúne serviços técnicos e venda de portfólio completo. Se o plano se concretizar, a Electrolux vai ampliar de 80% para 100% a presença dessas lojas oficiais nas capitais.
A fabricante de eletrodomésticos também quer aumentar de cem para 140 as unidades que chama de Expert, que são focadas em reparos e na venda de peças e "consumíveis" (como filtros de ar e água). A estratégia começou no ano passado.
" O pós-venda virou motor de fidelização " diz Marcus Souza, diretor de gestão de serviços autorizados.
Demanda alta
As construtoras Montserrat e Calçada venderam os 131 "estúdios" que vão erguer na Avenida Niemeyer, Zona Sul do Rio, antes do lançamento oficial. Os futuros imóveis estavam avaliados em cerca de R$ 100 milhões e ilustram a demanda aquecida de investidores, a despeito dos juros altos, por imóveis em áreas turísticas que gerem renda em sites como Airbnb.