Martes, 19 de Mayo de 2026

Alckmin defende diálogo para fim da escala 6x1

BrasilO Globo, Brasil 19 de mayo de 2026

Representantes do empresariado paulista criticaram a proposta no Congresso que acaba com a ...

Representantes do empresariado paulista criticaram a proposta no Congresso que acaba com a jornada 6x1, em evento com o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, ontem.
Alckmin participou da abertura da Apas Show, uma das principais feiras supermercadistas do país, no Expo Center Norte, em São Paulo. Em quase todos os discursos, ouviu que os projetos para alteração do limite de carga horária de trabalho não devem tramitar em regime de urgência e precisam refletir as consequências econômicas.
Em conversa com jornalistas, após o evento, Alckmin evitou dar mais detalhes sobre o andamento da pauta:
" É possível, sim, avançar nesse bom diálogo.
Na semana passada, o governo Lula chegou a um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), para pautar proposta de emenda à Constituição (PEC) prevendo descanso remunerado de dois dias e redução do teto da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Um segundo projeto de autoria do Executivo trataria de especificidades das categorias.
Anfitrião do encontro em São Paulo, o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Erlon Ortega, disse que o setor teria 350 mil vagas abertas, o que poderia se agravar com a aprovação da pauta. Ele defendeu escala flexível com modelo "horista e de jornada livre".
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), discursaram em linha com os empresários. Tarcísio disse que o debate não pode "enganar o trabalhador", ao sugerir que é preciso desonerar impostos para viabilizar a medida:
" Não podemos levar as pessoas para o caminho da informalidade, da falta de dinheiro no fim do mês.
No Congresso, duas emendas à PEC do fim da escala 6x1 propõem uma transição de dez anos para a mudança da jornada de trabalho. Mais de cem deputados da oposição já assinaram os textos.
As emendas propõem compensações aos empregadores. Entre as medidas estão a redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária e escalonada de encargos sobre novos vínculos empregatícios, diminuição da alíquota para financiamento de benefícios relacionados a riscos ambientais do trabalho e possibilidade de dedução em dobro no Imposto de Renda e na CSLL das despesas com novos postos de trabalho.
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