O ex-jogador diogo nogueira dá adeus aos vikings
Aqui, antes, uma explicação. Diogo Nogueira, 45 anos, nosso grande sambista, fez, antes de ...
Aqui, antes, uma explicação. Diogo Nogueira, 45 anos, nosso grande sambista, fez, antes de abraçar a música, carreira no futebol durante seis anos, mas abandonou o esporte em 2005, após uma grave lesão no joelho. Foi jogador nas categorias de base de Botafogo, Fluminense e Vasco, e teve também passagem no Centro de Futebol Zico (CFZ). Aliás, tanto Zico como seu treinador na época, Andrade, já disseram mais de uma vez que nosso sambista até levava jeito como atleta.
Pois Diogo, que precisou, no último dia 27, cancelar a apresentação da turnê "Infinito samba" devido a um problema de voz, enquanto cuida da saúde, passa o tempo, atualmente, grudado na TV acompanhando os jogos da Copa na América do Norte, e não só os do Brasil. Ele, ao contrário de muita gente, está bem otimista com a seleção liderada por Vini Jr.
"O (Carlo) Ancelotti vem fazendo um bom trabalho e a seleção vem melhorando a cada jogo", diz. "Acho que vamos mandar despachar num barco estes vikings", brinca. Os vikings, como é sabido, eram originários de uma região onde hoje é, principalmente, a Noruega, cuja seleção o Brasil enfrenta amanhã, pelas oitavas de final do Mundial.
O sambista considera também bom o nível técnico da competição. Afinal, nesta primeira Copa com 48 seleções, nove das dez equipes africanas avançaram ao mata-mata, um recorde do continente no torneio.
Só que o que Diogo mais adorou nesta edição, até agora, além da evolução do time brasileiro, foi o jogo em que a tetracampeã mundial Alemanha, que aplicou, em 2014, uma sova de 7 a 1 no Brasil, foi eliminada pelo Paraguai nos pênaltis: "Foi a melhor partida... a partida dos alemães voltando para casa".
Em tempo...
O cantor João Nogueira (1941-2000), pai de Diogo, era, como o filho, um flamenguista roxo. Em 1979, época da chamada geração de ouro do Rubro-negro, ele alterou um verso da letra do celebrado "hino" do clube: "Samba rubro-negro", de autoria dos compositores Wilson Batista, Jorge de Castro e Negro Alvarez.
Na versão de João, a mais conhecida, estão aqueles versos: "Flamengo joga amanhã / Eu vou pra lá / Vai haver mais um baile no Maracanã / O mais querido / Tem Zico, Adílio e Adão / Eu já rezei pra São Jorge / Pro mengo ser campeão".
Na versão original, de 1954, os nomes citados do mais queridos eram os de Rubens, Dequinha e Pavão, os craques da época. Houve ainda uma terceira versão, em 2008, esta do nosso Diogo Nogueira, onde os celebrados eram Souza, Obina e Juan. Mas isso é outra história.