De pai para filho, a política como profissão
Esta semana, Michelle Bolsonaro formalizou sua candidatura ao Senado por Brasília, tendo ...
Esta semana, Michelle Bolsonaro formalizou sua candidatura ao Senado por Brasília, tendo um irmão como suplente e outro como candidato a deputado distrital. Também Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, é candidato a deputado federal por São Paulo. É o avanço do "bolsonarismo dinástico", expressão cunhada pelo jornalista Elio Gaspari. Afinal, Bolsonaro e seus quatro filhos homens também já exercem, como se sabe, o ofício político. "Dinastias políticas não são novidade no Brasil", lembra a cientista política Carolina Botelho, do INCT/Sani/CNPq. "O diferencial do bolsonarismo é a escala da reprodução familiar e a transformação do sobrenome em marca política, com vários integrantes disputando ou ocupando, simultaneamente, cargos eletivos." Em matéria de clã, a política nem sempre foi de pai para filho " o suplente do senador Ciro Nogueira, este enrolado no caso Master, é, por exemplo, sua própria mãe, Eliane Nogueira. Só que, ao longo da nossa História, ninguém supera a dinastia da família Andrada, que começou com o Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), e hoje está na sexta geração de políticos. No século passado, no Congresso, não houve uma única legislatura sem um Andrada. Há ainda o caso do deputado carioca Hélio Lopes, o Hélio Negão, que incluiu em seu nome a marca Bolsonaro, e é candidato ao Senado, por Roraima. Segundo o TSE, há 17 candidatos com o sobrenome Bolsonaro.