A chuva e a festa do rock
Veja um exemplo da força da crendice popular ou, como define o dicionário Houaiss, da ...
Veja um exemplo da força da crendice popular ou, como define o dicionário Houaiss, da "crença ou noção sem base na razão ou no conhecimento". Nas redes sociais explodiram os comentários de que as chuvas que se abateram sobre a primeira semana do Rock in Rio seriam porque a organização do evento não teria contratado a tal Fundação Cobra Coral. Segundo a Escola de Comunicação da FGV, no Instagram, o assunto gerou 80 mil interações e, no X, foram mais de 10 mil menções à entidade. Dirigida pela médium Adelaide Scritori, a Fundação diz incorporar o espírito do Cacique Cobra Coral (FCCC). Espírito que já teria sido de Galileu Galilei e de Abraham Lincoln. A página da FCCC exibe, acredite, como seus parceiros gigantes do porte de Bradesco, Itaú e Allianz.
Segue...
Roberta Medina, braço direito do pai, Roberto Medina, neste megaevento de sucesso, brinca dizendo que a frase que mais ouviu na Cidade do Rock foi "Abraça a chuva!". Para ela, "temos tantos eventos climáticos severos acontecendo no mundo que não podemos ser nós a reclamar do tempo". Ela ainda chama a atenção para um detalhe: "Com as chuvas, os celulares estão deixados de lado em muitos momentos (porque não podem molhar, né?) e isso faz com que todos relaxem e aproveitem o agora, que é o mais bacana". Roberta está certa.
Por falar nela...
Roberta " que tinha apenas 7 anos quando o pai lançou o primeiro Rock in Rio, e 12 quando ele foi sequestrado e ainda assim nunca desistiu do Rio " chama a atenção que, neste período, o evento tem acompanhado as tendências: "O que o público quer ver é o que trazemos para o evento". Roberta lembra que, neste período, o Rock in Rio acompanhou a popularização do funk, do trap e até do sertanejo.