Niterói insurgente
A tomada das ruas pelos jovens no 2º turno em todo o país a favor de Lula começou, como se ...
A tomada das ruas pelos jovens no 2º turno em todo o país a favor de Lula começou, como se sabe, em Niterói. Aliás, a começar pelo seu fundador, o cacique Arariboia (foto), que desempenhou papel decisivo na expulsão dos franceses do Rio, em 1567, a cidade tem tradição em ser insurreta. Aqui, cinco exemplos:
Em 1894, na Ponta da Armação, em Niterói, ocorreu a batalha decisiva da chamada Revolta da Armada, com tropas leais ao presidente Floriano Peixoto derrotando os marinheiros revoltosos contra o governo.
Em 1922, uma reunião na Rua Visconde do Rio Branco 651 (residência da família do jornalista Astrojildo Pereira) criou o Partido Comunista Brasileiro.
Em 22 de maio de 1959, a cidade foi palco da Revolta das Barcas, um levante popular contra a qualidade do serviço desse meio de transporte. A revolta, além de deixar seis mortos e 118 feridos, resultou em depredações e incêndios. Na época, jornais passaram a chamar a Revolta de "Pequena Bastilha", numa alusão à rebelião de 1789, em Paris, França, marcando o início da Revolução Francesa.
Em abril de 1964, militares golpistas transformaram o Caio Martins no primeiro estádio de futebol da América Latina a ser utilizado como prisão política. O local chegou a ter cerca de 1.800 opositores do regime.
Em 1989, durante a primeira eleição presidencial direta pós-ditadura militar, o episódio mais tenso enfrentado pela campanha vitoriosa de Fernando Collor ocorreu em agosto, em Niterói. Manifestantes transformaram as ruas num campo de batalha e impediram o candidato de cumprir sua agenda na cidade.