Domingo, 01 de Noviembre de 2026

Chilli beans entra com pedido de recuperação extrajudicial

BrasilO Globo, Brasil 1 de noviembre de 2026

A Chilli Beans, marca de óculos e relógios, entrou com pedido de recuperação extrajudicial ...

A Chilli Beans, marca de óculos e relógios, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 340 milhões em dívidas financeiras. Segundo a companhia, o plano foi alinhado com seus principais credores e prevê novos prazos e condições de pagamento aos bancos.
O acordo também contempla um aporte de até R$ 50 milhões para a reestruturação que a marca vem promovendo nos últimos meses.
Segundo comunicado, Itaú, Akron e Vega atuam como financiadores âncoras e coordenam a injeção dos recursos. Dívidas com fornecedores, colaboradores e demais parceiros não estão abrangidas pelo plano.
A empresa não detalhou os fatores que levaram ao endividamento. Em comunicado, o fundador e CEO, Caito Maia, afirmou que o varejo brasileiro atravessa um período desafiador.
"Passamos por um momento difícil, mas saímos ainda mais fortes e conscientes do que representamos para milhares de consumidores e centenas de parceiros", disse, em nota.
Juros altos
Na recuperação extrajudicial, a empresa negocia diretamente com os credores e submete o acordo à homologação da Justiça.
Em meio à pressão dos juros elevados " a taxa Selic está em 13,75% ao ano, mesmo após cinco cortes consecutivos ", cresce o número de empresas que recorrem à recuperação extrajudicial no Brasil.
Só neste ano, mais de 30 companhias já utilizaram o mecanismo. Em 2025, foram 80, um recorde na série histórica do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre). Em comum, essas empresas enfrentam os efeitos de um período prolongado de juros elevados, que encarece o crédito e pressiona o caixa, dificultando o pagamento de dívidas.
O pedido de reestruturação da Chilli Beans a coloca em uma lista de empresas brasileiras que buscam renegociar suas dívidas por meio de processos judiciais ou de recuperações extrajudiciais. Entre elas estão RiHappy, Raízen, Grupo Gennius (dono das redes Habib's e Ragazzo), Casas Bahia, Toky (Mobly e Tok&Stok), Lojas Marabraz e CVLB (Casa&Video e Le Biscuit).
Segundo Felipe Casotti, sócio da Akron Capital, um dos principais financiadores da Chilli Beans, a renegociação busca adequar a estrutura de capital da marca à realidade atual do negócio, permitindo que a companhia concentre esforços na operação e fortaleça a relação com franqueados e fornecedores.
A rede mantém cerca de 900 franquias no Brasil e está presente em mais de 14 países. Em outubro, abriu nove pontos de venda no país e outras quatro unidades na América do Sul, de acordo com o comunicado.
La Nación Argentina O Globo Brasil El Mercurio Chile
El Tiempo Colombia La Nación Costa Rica La Prensa Gráfica El Salvador
El Universal México El Comercio Perú El Nuevo Dia Puerto Rico
Listin Diario República
Dominicana
El País Uruguay El Nacional Venezuela